Por que Regente Feijó?

             

A Loja Maçônica Regente Feijó, 256, oriente de Cotia, atribuiu seu nome ao Regente Antonio Diogo Feijó, em sua homenagem, pelos seguintes aspectos. Na Ata de fundação de nossa Loja, lemos:

 " A seguir deu a palavra aos IIr:. que dela quisessem fazer uso – Inicialmente, os Srs. Lúcio Della Libera, Walter Zanolla e Pascoal Del Gaizo, apresentaram sugestão ao título da Loja, propondo que fosse dado o nome de "REGENTE FEIJO" e explicaram o nome ora sugerido e as suas razões que são:  Regente Feijó era natural de Cotia, Estado de São Paulo;  tanto em sua vida profana como maçônica, deu provas de amante assíduo da igualdade, fraternidade e liberdade, princípios fundamentais que regem e norteiam a nossa Sublime Instituição, tendo se revelado como exímio defensor dos direitos humanos durante toda a sua vida.  Nada mais justo portanto que se dê a Loja que ora fundamos,  o nome deste valoroso maçom... ... Após a exposição, muito aplaudida por todos, e não surgindo nenhuma outra proposta para o título da Loja, o Sr Presidente colocou em votação o nome da Loja, tendo sido aceito e aprovado por unanimidade o nome sugerido,  passando então, a ter a Loja o nome de Aug:. e Resp:. Loj:. Simb:. REGENTE FEIJO" No jornal "A TRIBUNA' em sua edição n.º 1256 de 20 de março de 1993, lemos: " Diogo Antônio Feijó, o ilustre homem que até hoje tem sua origem discutida,  para muitos Cotianos, é sem dúvida nenhuma, filho desta Terra”.  As possibilidades de que tal hipótese seja de fato a exata, são muitas e bem convincentes:  Se levarmos em consideração que ele por não ter nascido em condições normais ou melhor, ter sido filho de Maria Joaquina de Camargo, que dele deu a luz mesmo sendo solteira, poderemos concluir que, embora ele tivesse nascido aqui, não era conveniente que isso fosse esclarecido já que seu tio Padre, talvez por receio que ele viesse  a saber a verdade, ocultava-lhe até mesmo o local de seu nascimento.  Por outro lado, existe ainda o motivo de que Cotia naquele tempo, era somente uma freguesia, o que dava o direito àqueles que aqui nasciam, de se intitularem paulistas. Biografia: Padre Diogo Feijó nasceu à 3 de Agosto de 1784.  Por causa das condições em que nascera, fora criado por seu tio que era Padre, e o batizou  à 9 de agosto de 1784 na Catedral de São Paulo, onde hoje se encontram seus restos mortais. No ano de 1809, com 25 anos de idade, após ter escolhido que seguiria a carreira religiosa, ele ordenou-se sacerdote.  Essa ordenação deu-se em São Paulo, na "Capela Particular do Palácio", realizada pelo bispo D.  Mateus de Abreu Pereira. Como padre, chegou a dar aulas de latim, português, gramática e filosofia.  Dedicou-se a escrever obras e nesse período, compôs uma gramática latina,

Em 1821, depois do Brasil ter passado à Reino Unido juntamente com outras personalidades, foi eleito deputado às Cortes Constituintes. Como deputado, estando em Portugal, lutou ardentemente contra os portugueses que tudo faziam para reduzir o Brasil a simples Colônia, embora aqui se encontrasse na regência, o Principie D.Pedro. Por este motivo, ele viu-se de tal modo perseguido, que teve que sair de Portugal e ir para a Inglaterra já sem seus direitos, como se tivesse renunciado ao posto. Em dezembro de 1822, após a Independência do Brasil proclamada a 7 de setembro, ele regressava para vir residir em Itu. Em 1825 ele já tinha sido eleito suplente ao Conselho do Governo de São Paulo.  Foi também eleito deputado às Câmaras Unidas no Rio de Janeiro, ficando desta maneira como deputado representante da Província de São Paulo.Depois de 7 de abril, quando D.  Pedro abdicou em favor de seu filho de apenas cinco anos de idade, o Brasil passou a ser governado por um Governo Regencial, do qual ele participou como Ministro da Justiça, até 26 de julho de 1832, data em que, por prudência, deixou este posto para entrar novamente para o cenário da nossa história, em 1833, como Senador do Império. Em 7 de abril de 1835, houve uma eleição em toda a Província Brasileira, para escolher quem seria o Regente do Império.  Ele disputou com Holanda Cavalcanti, e venceu com 2826 votos contra 2251.  Depois de dois anos, à 19 de dezembro de 1837, passou este posto à Pedro de Araujo e Lima. Após toda essa participação na vida histórica do Brasil, o Padre Diogo Antônio Feijó, em 1842, participou da Revolução Liberal iniciada em Sorocaba, sendo por isso preso pelo então Barão de Caxias, e desterrado para o Espírito Santo. A 10 de novembro de 1843, paralítico, veio a falecer na cidade de São Paulo. Conforme relato do Ir:. Reinaldo Croco Júnior, em seu trabalho "A LOJA-MÃE DA MAÇONARIA PAULISTA" publicado na revista A VERDADE de julho/agosto de 1991, o profano Diogo Antônio Feijó foi iniciado  na Loja Inteligência (primeira loja maçônica da Província de são Paulo) , hoje Lj:. Inteligência de Araritaguaba. Por essas razões de patriotismo e idealismo, nossa Loja homenageou esse ilustre personagem brasileiro, colocando o seu nome como nome da Loja.

 

                                       A Vida